A maioria das pessoas fica mais feliz quando envelhece, segundo um estudo americano que analisou o comportamento de idosos com mais de 90 anos de idade.
Apesar de preocupações com saúde, dinheiro, mudanças de classe social e a perda de pessoas próximas, os psicólogos acreditam que a velhice é uma fase boa da vida, já que os idosos tendem a aproveitar ao máximo o tempo que resta e sabem como evitar situações que os fariam sentir tristeza ou estresse.
O estudo pediu que voluntários com idades entre 18 e 95 anos participassem de experimentos e mantivessem um diário sobre seu estado emocional. A pesquisadora Laura Cartensen, da Universidade de Stanford, descobriu que as pessoas mais jovens ficavam de mau humor com maior frequência e por mais tempo que as mais velhas.
Além disso, os mais idosos lidaram melhor com críticas pessoais e conseguiram controlar e equilibrar melhor suas emoções. "Com base neste trabalho, sabemos que as pessoas mais velhas sabem que o tempo delas está cada vez mais curto. Elas querem aproveitar ao máximo, então evitam situações que os farão infelizes", explica a psicóloga Susan Turk Charles, especialista no assunto.
"Elas também tiveram mais tempo para aprender e compreender as intenções dos outros, o que os ajuda a evitar essas situações de estresse."
"Experiência positiva" - O chefe de políticas públicas da organização britânica Age Concern, Andrew Harrop, disse que o estudo traz boas notícias. "Para muitas pessoas, a velhice representa medo e preocupação. Muitos jovens assumem que envelhecer é um processo que inevitavelmente vai trazer doença, fragilidade, menos independência. No entanto, isso está longe da verdade em muitos casos", diz ele.
"Muitos idosos levam vidas ativas e saudáveis, enriquecidas pela experiência e o aprendizado". Para Harrop, a pesquisa mostra que os mais velhos ainda têm contribuições importantes a fazer para a sociedade. "O estudo é um de muitos que provam que a velhice pode ser uma experiência extremamente positiva na vida humana."
Fonte: http://www.jornaldeuberaba.com.br
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terça-feira, 18 de agosto de 2009
Idosos são minoria entre os casos da nova gripe, mostram estudos.
Doença infecta mais crianças e mata mais jovens adultos.
A taxa de mortalidade da gripe A (inicialmente chamada de "gripe suína") é semelhante ao de uma gripe comum, mas uma coisa tem intrigado os médicos que acompanham a evolução da pandemia. O vírus parece, até o momento, atingir menos aqueles que os especialistas esperavam ser as suas maiores vítimas: os idosos.
A maior parte das mortes pela doença tem ocorrido em jovens adultos, segundo dois estudos separados -- um encomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e realizado por cientistas britânicos e outro feito por pesquisadores americanos e mexicanos. O G1 conversou com um dos autores do primeiro estudo, que foi divulgado no dia 19 na revista especializada "Science". O segundo trabalho foi publicado nesta segunda-feira (29) no "New England Journal of Medicine".
Sempre que surge um novo vírus de gripe, os sistemas de saúde alertam sobre os riscos para os mais velhos. Ao lado das crianças menores de dois anos, as pessoas de mais idade são, em geral, as principais vítimas fatais desse tipo de vírus e também quem sofre mais com complicações respiratórias. É por isso, por exemplo, que o Ministério da Saúde oferece vacina contra a gripe comum para maiores de 65 anos gratuitamente todos os anos.
A gripe A, no entanto, foge à regra. “Uma das coisas que mais chamam a atenção neste vírus é que, ao contrário da gripe sazonal, ele não tem infectado tanto as pessoas mais velhas”, explicou ao G1 o infectologista Christophe Fraser, do Imperial College, de Londres – coautor do estudo da OMS. “A maioria das infecções atinge crianças e a maior parte dos óbitos ocorre em jovens adultos”, afirma Fraser.
Isso não significa, é claro, que os idosos são imunes à gripe. Há casos de pessoas mais velhas infectadas, mas eles são minoria. A vigilância e os cuidados precisam ser mantidos, principalmente por que a gripe comum e a nova gripe são prevenidas da mesma maneira e a gripe comum tem mortalidade alta entre os mais velhos.
É difícil obter números fechados sobre as mortes, por que a doença segue avançando e os cientistas conseguiram analisar até agora apenas os números iniciais da pandemia. Mas os dados levantados por pesquisadores da Universidade do Arizona, nos EUA, e do Ministério da Saúde do México mostram a mesma coisa do estudo da OMS: a maior parte das mortes ocorreu entre pessoas com idades entre 5 e 59 anos – 87% dos 2155 casos de contaminação (com 100 mortes) levantados pelo grupo. Para comparação: apenas 17% das mortes por gripe comum entre 2006 e 2008 foram de pessoas nessa faixa etária.
A equipe da universidade americana levanta a possibilidade dos mais velhos estarem mais protegidos por terem sidos expostos na infância ao vírus da pandemia de 1957. Nada disso, no entanto, foi comprovado.
Cuidados
Todas essas incertezas sobre os perigos da nova gripe fazem os médicos ressaltarem a importância de se manter a vigilância. “É preciso enfatizar que a idade das pessoas que faleceram deixam claro que este vírus é bem diferente do da gripe sazonal e que ainda é muito cedo para complacência. Com certeza é um vírus bem menos severo que aquele de 1918 [da Gripe Espanhola], mas ele pode provar que é bem mais preocupante que a gripe comum se continuar a se espalhar”, afirma Fraser.
Fonte: http://intertvonline.globo.com/rj/noticias
A taxa de mortalidade da gripe A (inicialmente chamada de "gripe suína") é semelhante ao de uma gripe comum, mas uma coisa tem intrigado os médicos que acompanham a evolução da pandemia. O vírus parece, até o momento, atingir menos aqueles que os especialistas esperavam ser as suas maiores vítimas: os idosos.
A maior parte das mortes pela doença tem ocorrido em jovens adultos, segundo dois estudos separados -- um encomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e realizado por cientistas britânicos e outro feito por pesquisadores americanos e mexicanos. O G1 conversou com um dos autores do primeiro estudo, que foi divulgado no dia 19 na revista especializada "Science". O segundo trabalho foi publicado nesta segunda-feira (29) no "New England Journal of Medicine".
Sempre que surge um novo vírus de gripe, os sistemas de saúde alertam sobre os riscos para os mais velhos. Ao lado das crianças menores de dois anos, as pessoas de mais idade são, em geral, as principais vítimas fatais desse tipo de vírus e também quem sofre mais com complicações respiratórias. É por isso, por exemplo, que o Ministério da Saúde oferece vacina contra a gripe comum para maiores de 65 anos gratuitamente todos os anos.
A gripe A, no entanto, foge à regra. “Uma das coisas que mais chamam a atenção neste vírus é que, ao contrário da gripe sazonal, ele não tem infectado tanto as pessoas mais velhas”, explicou ao G1 o infectologista Christophe Fraser, do Imperial College, de Londres – coautor do estudo da OMS. “A maioria das infecções atinge crianças e a maior parte dos óbitos ocorre em jovens adultos”, afirma Fraser.
Isso não significa, é claro, que os idosos são imunes à gripe. Há casos de pessoas mais velhas infectadas, mas eles são minoria. A vigilância e os cuidados precisam ser mantidos, principalmente por que a gripe comum e a nova gripe são prevenidas da mesma maneira e a gripe comum tem mortalidade alta entre os mais velhos.
É difícil obter números fechados sobre as mortes, por que a doença segue avançando e os cientistas conseguiram analisar até agora apenas os números iniciais da pandemia. Mas os dados levantados por pesquisadores da Universidade do Arizona, nos EUA, e do Ministério da Saúde do México mostram a mesma coisa do estudo da OMS: a maior parte das mortes ocorreu entre pessoas com idades entre 5 e 59 anos – 87% dos 2155 casos de contaminação (com 100 mortes) levantados pelo grupo. Para comparação: apenas 17% das mortes por gripe comum entre 2006 e 2008 foram de pessoas nessa faixa etária.
A equipe da universidade americana levanta a possibilidade dos mais velhos estarem mais protegidos por terem sidos expostos na infância ao vírus da pandemia de 1957. Nada disso, no entanto, foi comprovado.
Cuidados
Todas essas incertezas sobre os perigos da nova gripe fazem os médicos ressaltarem a importância de se manter a vigilância. “É preciso enfatizar que a idade das pessoas que faleceram deixam claro que este vírus é bem diferente do da gripe sazonal e que ainda é muito cedo para complacência. Com certeza é um vírus bem menos severo que aquele de 1918 [da Gripe Espanhola], mas ele pode provar que é bem mais preocupante que a gripe comum se continuar a se espalhar”, afirma Fraser.
Fonte: http://intertvonline.globo.com/rj/noticias
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Saúde
quinta-feira, 7 de maio de 2009
REPORTAGENS
05/05/2009
Trabalho voluntário pode prolongar a vida, indica estudo
Os resultados de um novo da VA Medical Center e da Universidade da Califórnia, nos EUA, indicam que participar de atividades voluntárias pode prolongar a vida de pessoas mais velhas.
Avaliando mais de seis mil aposentados com mais de 65 anos, os pesquisadores descobriram que o voluntariado estava fortemente associado com menores taxas de morte – em quatro anos, 12% daqueles que faziam trabalhos voluntários faleceram, contra 26% dos não-voluntários. E esses resultados ocorriam independentemente de status econômico, doenças crônicas, e limitações funcionais.
Embora o estudo não explique as razões, os autores acreditam que o trabalho voluntário pode melhorar a saúde do idoso ao expandir sua rede social, aumentar seu acesso a recursos e melhorar sua autoestima.
07/05/2009
Idosos comem melhor quando têm companhia nas refeições, aponta estudo
Ter companhia nas refeições pode estimular o apetite dos idosos – particularmente daqueles que estão hospitalizados –, segundo estudo da Universidade de Montreal, no Canadá. E, de acordo com os pesquisadores, isso é importante, visto que “aproximadamente 35% das pessoas idosas sofrem de má nutrição” e esse quadro piora ainda mais com a hospitalização.
Avaliando os comportamentos verbal e não-verbal de 30 pacientes durante suas refeições na unidade de readaptação do Instituto Universitário de Geriatria de Montreal, os pesquisadores observaram uma associação entre a ingestão de alimentos e as interações sociais – os pacientes comiam mais quando tinham interações sociais amigáveis e animadas durante as refeições.
Os pesquisadores destacam que, apesar de estudos com mais voluntários sejam necessários para confirmação, o estudo traz uma importante informação para melhorar a saúde e a qualidade de vida dos idosos, principalmente aqueles hospitalizados.
http://blogboasaude.zip.net/arch2009-05-03_2009-05-09.html
Trabalho voluntário pode prolongar a vida, indica estudo
Os resultados de um novo da VA Medical Center e da Universidade da Califórnia, nos EUA, indicam que participar de atividades voluntárias pode prolongar a vida de pessoas mais velhas.
Avaliando mais de seis mil aposentados com mais de 65 anos, os pesquisadores descobriram que o voluntariado estava fortemente associado com menores taxas de morte – em quatro anos, 12% daqueles que faziam trabalhos voluntários faleceram, contra 26% dos não-voluntários. E esses resultados ocorriam independentemente de status econômico, doenças crônicas, e limitações funcionais.
Embora o estudo não explique as razões, os autores acreditam que o trabalho voluntário pode melhorar a saúde do idoso ao expandir sua rede social, aumentar seu acesso a recursos e melhorar sua autoestima.
07/05/2009
Idosos comem melhor quando têm companhia nas refeições, aponta estudo
Ter companhia nas refeições pode estimular o apetite dos idosos – particularmente daqueles que estão hospitalizados –, segundo estudo da Universidade de Montreal, no Canadá. E, de acordo com os pesquisadores, isso é importante, visto que “aproximadamente 35% das pessoas idosas sofrem de má nutrição” e esse quadro piora ainda mais com a hospitalização.
Avaliando os comportamentos verbal e não-verbal de 30 pacientes durante suas refeições na unidade de readaptação do Instituto Universitário de Geriatria de Montreal, os pesquisadores observaram uma associação entre a ingestão de alimentos e as interações sociais – os pacientes comiam mais quando tinham interações sociais amigáveis e animadas durante as refeições.
Os pesquisadores destacam que, apesar de estudos com mais voluntários sejam necessários para confirmação, o estudo traz uma importante informação para melhorar a saúde e a qualidade de vida dos idosos, principalmente aqueles hospitalizados.
http://blogboasaude.zip.net/arch2009-05-03_2009-05-09.html
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Saúde
terça-feira, 5 de maio de 2009
Água e envelhecimento
Sempre que dou aula de Clínica Médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta:
"Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?"
Alguns arriscam: "Tumor na cabeça:".Eu digo: "Não".Outros apostam: "Mal de Alzheimer". Respondo, novamente: "Não".
A cada negativa a turma espanta-se. E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns: diabetes descontrolado; infecção urinária; a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.
Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede,deixam de tomar líquidos.
Quando falta gente em casa para lembrá-los,desidratam se com rapidez. A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial,aumento dos batimentos cardíacos ("batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte.
Insisto: não é brincadeira.
Ao nascermos, 90% do nosso corpo é constituído de água. Na adolescência, isso cai para 70%. Na fase adulta, para 60%. Na terceira idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água.
Isso faz parte do processo natural de envelhecimento. Portanto, de saída, os idosos têm menor reserva hídrica. Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água,pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.
Explico: nós temos sensores de água em várias partes do organismo. São eles que verificam a adequação do nível. Quando ele cai, aciona-se automaticamente um "alarme". Pouca água significa menor quantidade de sangue, de oxigênio e de sais minerais em nossas artérias e veias. Por isso, o corpo "pede" água. A informação é passada ao cérebro, a gente sente sede e sai em busca de líquidos.
Nos idosos, porém, esses mecanismos são menos eficientes. A detecção de falta de água corporal e a percepção da sede ficam prejudicadas. Alguns, ainda, devido a certas doenças, como a dolorosa artrose, evitam movimentar-se até para ir tomar água.
Conclusão:
Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Além disso, para a desidratação ser grave, eles não precisam de grandes perdas, como diarréias, vômitos ou exposição intensa ao sol.Basta o dia estar quente - e o verão já está aí - ou a umidade do ar baixar muito - como tem sido comum nos últimos meses. Nessas situações, perde-se mais água pela respiração e pelo suor. Se não houver reposição adequada, é desidratação na certa.
Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.
Por isso, aqui vão dois alertas.
O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Bebam toda vez que houver uma oportunidade. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite. Sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!
Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos.Lembrem-lhes de que isso é vital. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção. É quase certo que esses sintomas sejam decorrentes de desidratação. Líquido neles e rápido para um serviço médico.
Arnaldo Lichtenstein (46)
Médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica
da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
"Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?"
Alguns arriscam: "Tumor na cabeça:".Eu digo: "Não".Outros apostam: "Mal de Alzheimer". Respondo, novamente: "Não".
A cada negativa a turma espanta-se. E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns: diabetes descontrolado; infecção urinária; a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.
Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede,deixam de tomar líquidos.
Quando falta gente em casa para lembrá-los,desidratam se com rapidez. A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial,aumento dos batimentos cardíacos ("batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte.
Insisto: não é brincadeira.
Ao nascermos, 90% do nosso corpo é constituído de água. Na adolescência, isso cai para 70%. Na fase adulta, para 60%. Na terceira idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água.
Isso faz parte do processo natural de envelhecimento. Portanto, de saída, os idosos têm menor reserva hídrica. Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água,pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.
Explico: nós temos sensores de água em várias partes do organismo. São eles que verificam a adequação do nível. Quando ele cai, aciona-se automaticamente um "alarme". Pouca água significa menor quantidade de sangue, de oxigênio e de sais minerais em nossas artérias e veias. Por isso, o corpo "pede" água. A informação é passada ao cérebro, a gente sente sede e sai em busca de líquidos.
Nos idosos, porém, esses mecanismos são menos eficientes. A detecção de falta de água corporal e a percepção da sede ficam prejudicadas. Alguns, ainda, devido a certas doenças, como a dolorosa artrose, evitam movimentar-se até para ir tomar água.
Conclusão:
Idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Além disso, para a desidratação ser grave, eles não precisam de grandes perdas, como diarréias, vômitos ou exposição intensa ao sol.Basta o dia estar quente - e o verão já está aí - ou a umidade do ar baixar muito - como tem sido comum nos últimos meses. Nessas situações, perde-se mais água pela respiração e pelo suor. Se não houver reposição adequada, é desidratação na certa.
Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.
Por isso, aqui vão dois alertas.
O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Bebam toda vez que houver uma oportunidade. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite. Sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!
Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos.Lembrem-lhes de que isso é vital. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção. É quase certo que esses sintomas sejam decorrentes de desidratação. Líquido neles e rápido para um serviço médico.
Arnaldo Lichtenstein (46)
Médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica
da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
Estudada a prevalência de doenças comuns na população muito idosa
À medida que a prevalência das doenças aumenta com a idade, o número de pessoas com doenças não-identificadas também deverá aumentar. Investigadores da Inglaterra e Holanda avaliaram o número de pessoas com casos anteriormente conhecidos e aquelas que acabaram de ser identificadas com diagnósticos de anemia, diabetes mellitus, disfunção tireoideana, fibrilação atrial, e hipertensão em um grupo populacional com pessoas de 85 anos de idade. O objetivo do estudo foi o tentar usar informações obtidas de clínicos gerais e dados de farmácias para estimar a prevalência destas doenças em pacientes muito idosos. Foram 528 participantes no total. O novo estudo foi publicado no último número da revista British Medical Journal.
Fonte: British Medical Journal
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/4241
Fonte: British Medical Journal
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/4241
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Doenças venosas são mais comuns nos idosos e nas mulheres
Um estudo envolvendo uma amostra multiétnica de 2.211 homens e mulheres realizado na cidade de San Diego, Califórnia, entre os anos de 1994 a 1998, calculou a prevalência das principais manifestações de doença venosa crônica: aranhas vasculares, veias varicosas, alterações tróficas de pele, e edema através de inspeção visual; análise com dulex ultrassom; e ocorrência de eventos trombóticos venosos baseado na história. Os resultados foram publicados ontem na revista American Journal of Epidemiology. Os autores verificaram que a ocorrência da doença venosa aumentou com a idade, e que brancos não-hispânicos apresentaram uma incidência maior da doença; ela ainda estava mais presente nas mulheres do que nos homens.
American Journal of Epidemiology
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/5600
American Journal of Epidemiology
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/5600
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TRANSTORNOS MENTAIS EM IDOSOS
A velhice é um período normal do ciclo vital caracterizado por algumas mudanças físicas, mentais e psicológicas. É importante fazer essa consideração pois algumas alterações nesses aspectos não caracterizam necessariamente uma doença. Em contrapartida, há alguns transtornos que são mais comuns em idosos como transtornos depressivos, transtornos cognitivos, fobias e transtornos por uso de álcool. Além disso, os idosos apresentam risco de suicídio e risco de desenvolver sintomas psiquiátricos induzidos por medicamentos.
Muitos transtornos mentais em idosos podem ser evitados, aliviados ou mesmo revertidos. Conseqüentemente, uma avaliação médica se faz necessária para o esclarecimento do quadro apresentado pelo idoso.
Diversos fatores psicossociais de risco também predispõem os idosos a transtornos mentais.
Esses fatores de risco incluem:
Perda de papéis sociais
Perda da autonomia
Morte de amigos e parentes
Saúde em declínio
Isolamento social
Restrições financeiras
Redução do funcionamento cognitivo (capacidade de compreender e pensar de uma forma lógica, com prejuízo na memória).
Transtornos psiquiátricos mais comuns em idosos
Demência
Demência tipo Alzheimer
Demência vascular
Esquizofrenia
Transtornos depressivos
Transtorno bipolar (do humor)
Transtorno delirante
Transtornos de ansiedade
Transtornos somatoformes
Transtornos por uso de álcool e outras substâncias
Demência
Demência é um comprometimento cognitivo geralmente progressivo e irreversível. As funções mentais anteriormente adquiridas são gradualmente perdidas. Com o aumento da idade a demência torna-se mais freqüente. Acomete 5 a 15% das pessoas com mais de 65 anos e aumenta para 20% nas pessoas com mais de 80 anos.
Os fatores de risco conhecidos para a demência são: Idade avançada História de demência na família Sexo feminino
Os sintomas incluem alterações na memória, na linguagem, na capacidade de orientar-se. Há perturbações comportamentais como agitação, inquietação, andar a esmo, raiva, violência, gritos, desinibição sexual e social, impulsividade, alterações do sono, pensamento ilógico e alucinações.
As causas de demência incluem lesões e tumores cerebrais, síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), álcool, medicamentos, infecções, doenças pulmonares crônicas e doenças inflamatórias. Na maioria das vezes as demências são causadas por doenças degenerativas primárias do sistema nervoso central (SNC) e por doença vascular. Cerca de 10 a 15% dos pacientes com sintomas de demência apresentam condições tratáveis como doenças sistêmicas (doenças cardíacas, renais, endócrinas), deficiências vitamínicas, uso de medicamentos e outras doenças psiquiátricas (depressão).
As demências são classificadas em vários tipos de acordo com o quadro clínico, entretanto as mais comuns são demência tipo Alzheimer e demência vascular.
Demência tipo Alzheimer
De todos os pacientes com demência, 50 a 60% têm demência tipo Alzheimer, o tipo mais comum de demência. É mais freqüente em mulheres que em homens. É caracterizada por um início gradual e pelo declínio progressivo das funções cognitivas. A memória é a função cognitiva mais afetada, mas a linguagem e noção de orientação do indivíduo também são afetadas. Inicialmente, a pessoa pode apresentar uma incapacidade para aprender e evocar novas informações.
As alterações do comportamento envolvem depressão, obsessão (pensamento, sentimento, idéia ou sensação intrusiva e persistente) e desconfianças, surtos de raiva com risco de atos violentos. A desorientação leva a pessoa a andar sem rumo podendo ser encontrada longe de casa em uma condição de total confusão. Aparecem também alterações neurológicas como problemas na marcha, na fala, no desempenhar uma função motora e na compreensão do que lhe é falado.
O diagnóstico é feito com base na história do paciente e do exame clínico. As técnicas de imagem cerebral como tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ser úteis.
O tratamento é paliativo e as medicações podem ser úteis para o manejo da agitação e das perturbações comportamentais. Não há prevenção ou cura conhecidas.
Demência vascular
É o segundo tipo mais comum de demência. Apresenta as mesmas características da demência tipo Alzheimer mas com um início abrupto e um curso gradualmente deteriorante. Pode ser prevenida através da redução de fatores de risco como hipertensão, diabete, tabagismo e arritmias. O diagnóstico pode ser confirmado por técnicas de imagem cerebral e fluxo sangüíneo cerebral.
Esquizofrenia (esquizofrenia e outras psicoses)
Essa doença começa no final da adolescência ou idade adulta jovem e persiste por toda a vida. Cerca de 20% das pessoas com esquizofrenia não apresentam sintomas ativos aos 65 anos; 80% mostram graus variados de comprometimento. A doença torna-se menos acentuada à medida que o paciente envelhece.
Os sintomas incluem retraimento social, comportamento excêntrico, pensamento ilógico, alucinações e afeto rígido. Os idosos com esquizofrenia respondem bem ao tratamento com drogas antipsicóticas que devem ser administradas pelo médico com cautela.
Transtornos depressivos
A idade avançada não é um fator de risco para o desenvolvimento de depressão, mas ser viúvo ou viúva e ter uma doença crônica estão associados com vulnerabilidade aos transtornos depressivos. A depressão que inicia nessa faixa etária é caracterizada por vários episódios repetidos.
Os sintomas incluem redução da energia e concentração, problemas com o sono especialmente despertar precoce pela manhã e múltiplos despertares, diminuição do apetite, perda de peso e queixas somáticas (como dores pelo corpo). Um aspecto importante no quadro de pessoas idosas é a ênfase aumentada sobre as queixas somáticas.
Pode haver dificuldades de memória em idosos deprimidos que é chamado de síndrome demencial da depressão que pode ser confundida com a verdadeira demência. Além disso, a depressão pode estar associada com uma doença física e com uso de medicamentos.
Transtorno bipolar (transtornos do humor)
Os sintomas da mania em idosos são semelhantes àqueles de adultos mais jovens e incluem euforia, humor expansivo e irritável, necessidade de sono diminuída, fácil distração, impulsividade e, freqüentemente, consumo excessivo de álcool. Pode haver um comportamento hostil e desconfiado. Quando um primeiro episódio de comportamento maníaco ocorre após os 65 anos, deve-se alertar para uma causa orgânica associada. O tratamento deve ser feito com medicação cuidadosamente controlada pelo médico.
Transtorno delirante
A idade de início ocorre por volta da meia-idade mas pode ocorrer em idosos. Os sintomas são alterações do pensamento mais comumente de natureza persecutória (os pacientes crêem que estão sendo espionados, seguidos, envenenados ou de algum modo assediados). Podem tornar-se violentos contra seus supostos perseguidores, trancarem-se em seus aposentos e viverem em reclusão. A natureza dos pensamentos pode ser em relação ao corpo, como acreditar ter uma doença fatal (hipocondria).
Ocorre sob estresse físico ou psicológico em indivíduos vulneráveis e pode ser precipitado pela morte do cônjuge, perda do emprego, aposentadoria, isolamento social, circunstâncias financeiras adversas, doenças médicas que debilitam ou por cirurgia, comprometimento visual e surdez.
As alterações do pensamento podem acompanhar outras doenças psiquiátricas que devem ser descartadas como demência tipo Alzheimer, transtornos por uso de álcool, esquizofrenia, transtornos depressivos e transtorno bipolar. Além disso, podem ser secundárias ao uso de medicamentos ou sinais precoces de um tumor cerebral.
Transtornos de ansiedade
Incluem transtornos de pânico, fobias, TOC, ansiedade generalizada, de estresse agudo e de estresse pós-traumático. Desses, os mais comuns são as fobias.
Os transtornos de ansiedade começam no início ou no período intermediário da idade adulta, mas alguns aparecem pela primeira vez após os 60 anos.
As características são as mesmas das descritas em transtornos de ansiedade em outras faixas etárias.
Em idosos a fragilidade do sistema nervoso autônomo pode explicar o desenvolvimento de ansiedade após um estressor importante. O transtorno de estresse pós-traumático freqüentemente é mais severo nos idosos que em indivíduos mais jovens em vista da debilidade física concomitante nos idosos.
As obsessões (pensamento, sentimento, idéia ou sensação intrusiva e persistente) e compulsões (comportamento consciente e repetitivo como contar, verificar ou evitar ou um pensamento que serve para anular uma obsessão) podem aparecer pela primeira vez em idosos, embora geralmente seja possível encontrar esses sintomas em pessoas que eram mais organizadas, perfeccionistas, pontuais e parcimoniosas. Tornam-se excessivos em seu desejo por organização, rituais e necessidade excessiva de manter rotinas. Podem ter compulsões para verificar as coisas repetidamente, tornando-se geralmente inflexíveis e rígidos.
Transtornos somatoformes
São um grupo de transtornos que incluem sintomas físicos (por exemplo dores, náuseas e tonturas) para os quais não pode ser encontrada uma explicação médica adequada e que são suficientemente sérios para causarem um sofrimento emocional ou prejuízo significativo à capacidade do paciente para funcionar em papéis sociais e ocupacionais. Nesses transtornos, os fatores psicológicos são grandes contribuidores para o início, a severidade e a duração dos sintomas. Não são resultado de simulação consciente.
A hipocondria é comum em pacientes com mais de 60 anos, embora o seja mais freqüente entre 40 e 50 anos. Exames físicos repetidos são úteis para garantirem aos pacientes que eles não têm uma doença fatal. A queixa é real, a dor é verdadeira e percebida como tal pelo paciente. Ao tratamento, deve-se dar um enfoque psicológico ou farmacológico.
Transtornos por uso de álcool e outras substâncias
Os pacientes idosos com dependência de álcool, geralmente, apresentam uma história de consumo excessivo que começou na idade adulta e apresentam uma doença médica, principalmente doença hepática. Além disso, um grande número tem demência causada pelo álcool.
A dependência de substâncias como hipnóticos, ansiolíticos e narcóticos é comum. Os pacientes idosos podem abusar de ansiolíticos para o alívio da ansiedade crônica ou para garantirem uma noite de sono.
A apresentação clínica é variada e inclui quedas, confusão mental, fraca higiene pessoal, depressão e desnutrição.
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?423
Muitos transtornos mentais em idosos podem ser evitados, aliviados ou mesmo revertidos. Conseqüentemente, uma avaliação médica se faz necessária para o esclarecimento do quadro apresentado pelo idoso.
Diversos fatores psicossociais de risco também predispõem os idosos a transtornos mentais.
Esses fatores de risco incluem:
Perda de papéis sociais
Perda da autonomia
Morte de amigos e parentes
Saúde em declínio
Isolamento social
Restrições financeiras
Redução do funcionamento cognitivo (capacidade de compreender e pensar de uma forma lógica, com prejuízo na memória).
Transtornos psiquiátricos mais comuns em idosos
Demência
Demência tipo Alzheimer
Demência vascular
Esquizofrenia
Transtornos depressivos
Transtorno bipolar (do humor)
Transtorno delirante
Transtornos de ansiedade
Transtornos somatoformes
Transtornos por uso de álcool e outras substâncias
Demência
Demência é um comprometimento cognitivo geralmente progressivo e irreversível. As funções mentais anteriormente adquiridas são gradualmente perdidas. Com o aumento da idade a demência torna-se mais freqüente. Acomete 5 a 15% das pessoas com mais de 65 anos e aumenta para 20% nas pessoas com mais de 80 anos.
Os fatores de risco conhecidos para a demência são: Idade avançada História de demência na família Sexo feminino
Os sintomas incluem alterações na memória, na linguagem, na capacidade de orientar-se. Há perturbações comportamentais como agitação, inquietação, andar a esmo, raiva, violência, gritos, desinibição sexual e social, impulsividade, alterações do sono, pensamento ilógico e alucinações.
As causas de demência incluem lesões e tumores cerebrais, síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), álcool, medicamentos, infecções, doenças pulmonares crônicas e doenças inflamatórias. Na maioria das vezes as demências são causadas por doenças degenerativas primárias do sistema nervoso central (SNC) e por doença vascular. Cerca de 10 a 15% dos pacientes com sintomas de demência apresentam condições tratáveis como doenças sistêmicas (doenças cardíacas, renais, endócrinas), deficiências vitamínicas, uso de medicamentos e outras doenças psiquiátricas (depressão).
As demências são classificadas em vários tipos de acordo com o quadro clínico, entretanto as mais comuns são demência tipo Alzheimer e demência vascular.
Demência tipo Alzheimer
De todos os pacientes com demência, 50 a 60% têm demência tipo Alzheimer, o tipo mais comum de demência. É mais freqüente em mulheres que em homens. É caracterizada por um início gradual e pelo declínio progressivo das funções cognitivas. A memória é a função cognitiva mais afetada, mas a linguagem e noção de orientação do indivíduo também são afetadas. Inicialmente, a pessoa pode apresentar uma incapacidade para aprender e evocar novas informações.
As alterações do comportamento envolvem depressão, obsessão (pensamento, sentimento, idéia ou sensação intrusiva e persistente) e desconfianças, surtos de raiva com risco de atos violentos. A desorientação leva a pessoa a andar sem rumo podendo ser encontrada longe de casa em uma condição de total confusão. Aparecem também alterações neurológicas como problemas na marcha, na fala, no desempenhar uma função motora e na compreensão do que lhe é falado.
O diagnóstico é feito com base na história do paciente e do exame clínico. As técnicas de imagem cerebral como tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ser úteis.
O tratamento é paliativo e as medicações podem ser úteis para o manejo da agitação e das perturbações comportamentais. Não há prevenção ou cura conhecidas.
Demência vascular
É o segundo tipo mais comum de demência. Apresenta as mesmas características da demência tipo Alzheimer mas com um início abrupto e um curso gradualmente deteriorante. Pode ser prevenida através da redução de fatores de risco como hipertensão, diabete, tabagismo e arritmias. O diagnóstico pode ser confirmado por técnicas de imagem cerebral e fluxo sangüíneo cerebral.
Esquizofrenia (esquizofrenia e outras psicoses)
Essa doença começa no final da adolescência ou idade adulta jovem e persiste por toda a vida. Cerca de 20% das pessoas com esquizofrenia não apresentam sintomas ativos aos 65 anos; 80% mostram graus variados de comprometimento. A doença torna-se menos acentuada à medida que o paciente envelhece.
Os sintomas incluem retraimento social, comportamento excêntrico, pensamento ilógico, alucinações e afeto rígido. Os idosos com esquizofrenia respondem bem ao tratamento com drogas antipsicóticas que devem ser administradas pelo médico com cautela.
Transtornos depressivos
A idade avançada não é um fator de risco para o desenvolvimento de depressão, mas ser viúvo ou viúva e ter uma doença crônica estão associados com vulnerabilidade aos transtornos depressivos. A depressão que inicia nessa faixa etária é caracterizada por vários episódios repetidos.
Os sintomas incluem redução da energia e concentração, problemas com o sono especialmente despertar precoce pela manhã e múltiplos despertares, diminuição do apetite, perda de peso e queixas somáticas (como dores pelo corpo). Um aspecto importante no quadro de pessoas idosas é a ênfase aumentada sobre as queixas somáticas.
Pode haver dificuldades de memória em idosos deprimidos que é chamado de síndrome demencial da depressão que pode ser confundida com a verdadeira demência. Além disso, a depressão pode estar associada com uma doença física e com uso de medicamentos.
Transtorno bipolar (transtornos do humor)
Os sintomas da mania em idosos são semelhantes àqueles de adultos mais jovens e incluem euforia, humor expansivo e irritável, necessidade de sono diminuída, fácil distração, impulsividade e, freqüentemente, consumo excessivo de álcool. Pode haver um comportamento hostil e desconfiado. Quando um primeiro episódio de comportamento maníaco ocorre após os 65 anos, deve-se alertar para uma causa orgânica associada. O tratamento deve ser feito com medicação cuidadosamente controlada pelo médico.
Transtorno delirante
A idade de início ocorre por volta da meia-idade mas pode ocorrer em idosos. Os sintomas são alterações do pensamento mais comumente de natureza persecutória (os pacientes crêem que estão sendo espionados, seguidos, envenenados ou de algum modo assediados). Podem tornar-se violentos contra seus supostos perseguidores, trancarem-se em seus aposentos e viverem em reclusão. A natureza dos pensamentos pode ser em relação ao corpo, como acreditar ter uma doença fatal (hipocondria).
Ocorre sob estresse físico ou psicológico em indivíduos vulneráveis e pode ser precipitado pela morte do cônjuge, perda do emprego, aposentadoria, isolamento social, circunstâncias financeiras adversas, doenças médicas que debilitam ou por cirurgia, comprometimento visual e surdez.
As alterações do pensamento podem acompanhar outras doenças psiquiátricas que devem ser descartadas como demência tipo Alzheimer, transtornos por uso de álcool, esquizofrenia, transtornos depressivos e transtorno bipolar. Além disso, podem ser secundárias ao uso de medicamentos ou sinais precoces de um tumor cerebral.
Transtornos de ansiedade
Incluem transtornos de pânico, fobias, TOC, ansiedade generalizada, de estresse agudo e de estresse pós-traumático. Desses, os mais comuns são as fobias.
Os transtornos de ansiedade começam no início ou no período intermediário da idade adulta, mas alguns aparecem pela primeira vez após os 60 anos.
As características são as mesmas das descritas em transtornos de ansiedade em outras faixas etárias.
Em idosos a fragilidade do sistema nervoso autônomo pode explicar o desenvolvimento de ansiedade após um estressor importante. O transtorno de estresse pós-traumático freqüentemente é mais severo nos idosos que em indivíduos mais jovens em vista da debilidade física concomitante nos idosos.
As obsessões (pensamento, sentimento, idéia ou sensação intrusiva e persistente) e compulsões (comportamento consciente e repetitivo como contar, verificar ou evitar ou um pensamento que serve para anular uma obsessão) podem aparecer pela primeira vez em idosos, embora geralmente seja possível encontrar esses sintomas em pessoas que eram mais organizadas, perfeccionistas, pontuais e parcimoniosas. Tornam-se excessivos em seu desejo por organização, rituais e necessidade excessiva de manter rotinas. Podem ter compulsões para verificar as coisas repetidamente, tornando-se geralmente inflexíveis e rígidos.
Transtornos somatoformes
São um grupo de transtornos que incluem sintomas físicos (por exemplo dores, náuseas e tonturas) para os quais não pode ser encontrada uma explicação médica adequada e que são suficientemente sérios para causarem um sofrimento emocional ou prejuízo significativo à capacidade do paciente para funcionar em papéis sociais e ocupacionais. Nesses transtornos, os fatores psicológicos são grandes contribuidores para o início, a severidade e a duração dos sintomas. Não são resultado de simulação consciente.
A hipocondria é comum em pacientes com mais de 60 anos, embora o seja mais freqüente entre 40 e 50 anos. Exames físicos repetidos são úteis para garantirem aos pacientes que eles não têm uma doença fatal. A queixa é real, a dor é verdadeira e percebida como tal pelo paciente. Ao tratamento, deve-se dar um enfoque psicológico ou farmacológico.
Transtornos por uso de álcool e outras substâncias
Os pacientes idosos com dependência de álcool, geralmente, apresentam uma história de consumo excessivo que começou na idade adulta e apresentam uma doença médica, principalmente doença hepática. Além disso, um grande número tem demência causada pelo álcool.
A dependência de substâncias como hipnóticos, ansiolíticos e narcóticos é comum. Os pacientes idosos podem abusar de ansiolíticos para o alívio da ansiedade crônica ou para garantirem uma noite de sono.
A apresentação clínica é variada e inclui quedas, confusão mental, fraca higiene pessoal, depressão e desnutrição.
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?423
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Fitoterápicos
Valeriana officinalis
Planta possuindo uma enorme raiz e um curto rizoma, que dá origem a um caule anguloso com folhas opostas e penatissectas. O caule termina num corimbo de pequenas flores brancas ou avermelhadas. O fruto é um aquênio com coroa. A espécie está difundida na Europa, Ásia e América. É uma planta medicinal muito antiga, como é recordado pelo seu nome científico, derivado do latim valere, ter saúde.
A valeriana é cultivada nos campos. No segundo ano, são arrancadas as raízes, que são limpas, lavadas rapidamente (sem pelar nem raspar), cortadas, se necessário, e postas a secar brevemente, a 35°C no máximo. É somente ao secar que a raiz adquire o seu odor penetrante, que perturba os gatos mesmo à distância.
A raiz seca contém 0,5 % a 1 % de óleo essencial rico em pineno e canfeno, alcalóides, ésteres de ácidos orgânicos, ácido valérico e isovalérico, taninos e sucos amargos.
Os remédios à base de valeriana atenuam a irritabilidade nervosa, as perturbações cardíacas de origem nervosa e as cãibras. São usados em caso de depressão nervosa, fadiga, esgotamento intelectual e insônia crônica. Emprega-se freqüentemente o extrato alcoólico que é um sedativo do sistema nervoso.
http://www.medicinageriatrica.com.br/category/psicogeriatria/
Planta possuindo uma enorme raiz e um curto rizoma, que dá origem a um caule anguloso com folhas opostas e penatissectas. O caule termina num corimbo de pequenas flores brancas ou avermelhadas. O fruto é um aquênio com coroa. A espécie está difundida na Europa, Ásia e América. É uma planta medicinal muito antiga, como é recordado pelo seu nome científico, derivado do latim valere, ter saúde.
A valeriana é cultivada nos campos. No segundo ano, são arrancadas as raízes, que são limpas, lavadas rapidamente (sem pelar nem raspar), cortadas, se necessário, e postas a secar brevemente, a 35°C no máximo. É somente ao secar que a raiz adquire o seu odor penetrante, que perturba os gatos mesmo à distância.
A raiz seca contém 0,5 % a 1 % de óleo essencial rico em pineno e canfeno, alcalóides, ésteres de ácidos orgânicos, ácido valérico e isovalérico, taninos e sucos amargos.
Os remédios à base de valeriana atenuam a irritabilidade nervosa, as perturbações cardíacas de origem nervosa e as cãibras. São usados em caso de depressão nervosa, fadiga, esgotamento intelectual e insônia crônica. Emprega-se freqüentemente o extrato alcoólico que é um sedativo do sistema nervoso.
http://www.medicinageriatrica.com.br/category/psicogeriatria/
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Saúde
Em que diferem as doenças dos idosos daquelas dos jovens?
Algumas características das doenças dos idosos são essencialmente diferentes daquelas dos indivíduos jovens.
A primeira condição a ser considerada é a multiplicidade de doenças que coexistem no idoso. Dada a progressiva perda funcional, diversos órgãos e sistemas podem apresentar alterações que se vão se somando em diversas doenças crônicas ao mesmo tempo, situação que deve ser sempre considerada pelo médico que vai tratar a pessoa idosa. Assim, um jovem com pneumonia ao procurar o médico geralmente tem só pneumonia, a qual, tratada, resolve o problema do paciente; já um idoso com pneumonia, freqüentemente têm associados problemas como diabete melito, hipertensão, artrose, problemas coronários, etc. Assim, ao diagnosticar e tratar da pneumonia o médico não pode esquecer de todas estas outras doenças concomitantes e de como o diagnóstico de uma pode interferir com o das outras e o tratamento de uma pode interferir nas demais. Sabe-se atualmente, do ponto de vista estatístico, que um paciente, acima dos 65 anos de idade, ao procurar o médico, tem, em média, 3 doenças diferentes. É do próprio conhecimento popular esta multiplicidade de doenças. Todos conhecemos idosos que têm diabete, hipertensão e artrite ou varizes, bronquite e angina e assim por diante.
A segunda condição a ser considerada refere-se à mudança na manifestação das doenças. Devido às alterações orgânicas do envelhecimento e à multiplicidade de doenças coexistentes, as manifestações mais comuns das diversas doenças são totalmente diferentes no jovem e no idoso. Assim, um infarto do miocárdio no adulto jovem ou de meia idade manifesta-se geralmente por uma forte dor no peito, eventualmente irradiada para braço esquerdo ou costas; já no idoso o infarto pode aparecer, e freqüentemente aparece, sem dor, sendo suas manifestações mais comuns a confusão mental ou falta de ar que apareça de maneira súbita; as infecções podem se manifestar sem febre, porem com confusão mental aguda; problemas abdominais como uma apendicite ou uma inflamação de vesícula aparecerem sem resistência à palpação do abdome. Como é fácil entender, estas diferenças podem muitas vezes tornar difícil, principalmente para os profissionais que não estejam acostumados a tratar idosos, fazer o diagnóstico imediato dos problemas do paciente idoso, o que pode vir a atrasar um tratamento necessário.
A terceira condição refere-se àquelas doenças que são, efetivamente próprias do indivíduo idoso. Assim como na criança observamos uma prevalência maior de diversas doenças, que por este motivo, são chamadas doenças próprias da infância, como o Sarampo, a Catapora, a Coqueluche, etc., o envelhecimento traz consigo uma maior chance de aparecimento de algumas outras doenças, que serão comentadas no decorrer deste trabalho, como os problemas vasculares, arteriais ou venosos; a osteoartrose, a osteoporose, os problemas cerebrais referentes à memória, as alterações do equilíbrio e da marcha e outros, que poderiam assim ser chamadas doenças próprias do envelhecimento, na medida em que refletem o desgaste dos diversos órgãos já anteriormente referidos.
http://www.lincx.com.br/lincx/saude_a_z/3_idade/doencas_idosos.asp
A primeira condição a ser considerada é a multiplicidade de doenças que coexistem no idoso. Dada a progressiva perda funcional, diversos órgãos e sistemas podem apresentar alterações que se vão se somando em diversas doenças crônicas ao mesmo tempo, situação que deve ser sempre considerada pelo médico que vai tratar a pessoa idosa. Assim, um jovem com pneumonia ao procurar o médico geralmente tem só pneumonia, a qual, tratada, resolve o problema do paciente; já um idoso com pneumonia, freqüentemente têm associados problemas como diabete melito, hipertensão, artrose, problemas coronários, etc. Assim, ao diagnosticar e tratar da pneumonia o médico não pode esquecer de todas estas outras doenças concomitantes e de como o diagnóstico de uma pode interferir com o das outras e o tratamento de uma pode interferir nas demais. Sabe-se atualmente, do ponto de vista estatístico, que um paciente, acima dos 65 anos de idade, ao procurar o médico, tem, em média, 3 doenças diferentes. É do próprio conhecimento popular esta multiplicidade de doenças. Todos conhecemos idosos que têm diabete, hipertensão e artrite ou varizes, bronquite e angina e assim por diante.
A segunda condição a ser considerada refere-se à mudança na manifestação das doenças. Devido às alterações orgânicas do envelhecimento e à multiplicidade de doenças coexistentes, as manifestações mais comuns das diversas doenças são totalmente diferentes no jovem e no idoso. Assim, um infarto do miocárdio no adulto jovem ou de meia idade manifesta-se geralmente por uma forte dor no peito, eventualmente irradiada para braço esquerdo ou costas; já no idoso o infarto pode aparecer, e freqüentemente aparece, sem dor, sendo suas manifestações mais comuns a confusão mental ou falta de ar que apareça de maneira súbita; as infecções podem se manifestar sem febre, porem com confusão mental aguda; problemas abdominais como uma apendicite ou uma inflamação de vesícula aparecerem sem resistência à palpação do abdome. Como é fácil entender, estas diferenças podem muitas vezes tornar difícil, principalmente para os profissionais que não estejam acostumados a tratar idosos, fazer o diagnóstico imediato dos problemas do paciente idoso, o que pode vir a atrasar um tratamento necessário.
A terceira condição refere-se àquelas doenças que são, efetivamente próprias do indivíduo idoso. Assim como na criança observamos uma prevalência maior de diversas doenças, que por este motivo, são chamadas doenças próprias da infância, como o Sarampo, a Catapora, a Coqueluche, etc., o envelhecimento traz consigo uma maior chance de aparecimento de algumas outras doenças, que serão comentadas no decorrer deste trabalho, como os problemas vasculares, arteriais ou venosos; a osteoartrose, a osteoporose, os problemas cerebrais referentes à memória, as alterações do equilíbrio e da marcha e outros, que poderiam assim ser chamadas doenças próprias do envelhecimento, na medida em que refletem o desgaste dos diversos órgãos já anteriormente referidos.
http://www.lincx.com.br/lincx/saude_a_z/3_idade/doencas_idosos.asp
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Saúde
Médicos debatem doenças comuns nos idosos
III Curso de Geriatria para o Clínico
Dias 13 e 14 de março, em São Paulo (SP)
Nos dias 13 e 14 de março de 2009, no hotel Golden Tulip Paulista Plaza (Al. Santos, 85), das 8 às 18 horas, em São Paulo (SP), a Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica realizará o III Curso de Geriatria para o Clínico, coordenado pelo Dr. Abrão José Cury Jr. Dirigido a profissionais da saúde, em sua maioria médicos clínicos gerais, no curso serão realizadas palestras, conferências e mesas redondas sobre pesquisas, avanços, prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças enfrentadas na Terceira Idade. Alguns temas:
Depressão: Com a idade, a tendência é reduzir a atividade social dos idosos. Isso entristece a pessoa. A família acaba contribuindo para essa situação porque isola o idoso do convívio social e familiar por conta de suas limitações físicas. Além de atividades físicas adequadas à idade, o idoso deve ser estimulado através de exercícios mentais, como conversar, ler e se ocupar. O isolamento do idoso leva à depressão, que leva ao desenvolvimento de doenças, como desnutrição por se alimentar mal, processos infecciosos, desidratação, deterioração orgânica e muscular, acelerando o envelhecimento. Um clínico geral bem preparado é capaz de tratar problemas, como má audição e visão, é capaz de orientar cuidados simples, como os orais que interferem na alimentação, enfim, pode mostrar ao idoso como ser saudável para participar da vida familiar e social.
Síndrome da Fragilidade: O envelhecimento é um processo que pode começar antes dos 60 anos, momento definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como início da Terceira Idade. Diante disso, foi criado o conceito Síndrome da Fragilidade, que consiste na soma de mudanças físicas e psicológicas que comprometem a qualidade de vida e predispõem a pessoa a desenvolver doenças. São marcadores da Síndrome da Fragilidade: dificuldades de recuperação após doença, redução da libido, osteoporose acelerada, redução da força muscular, susceptibilidade a doenças, refluxo gástrico, constipação intestinal, redução da absorção de alimentos e medicamentos, redução do fluxo sanguíneo no fígado, infecções respiratórias, diabetes e doenças cardíacas. Em geral, esses problemas estão associados à incontinência urinária, desnutrição, quedas, imobilidade, uso de vários medicamentos e depressão. As pessoas não devem aceitar as mudanças físicas como inevitáveis e normais, é preciso se preocupar com a qualidade de vida e, principalmente, com a saúde.
Um dos passos importantes é a avaliação nutricional, a prescrição de uma dieta que considere a realidade e as características do paciente. Outro aspecto é a avaliação do médico, que deve considerar a idade do paciente, comprometimento da audição e da visão, doenças pré-existentes, depressão, hospitalização nos últimos meses, capacidade de compreensão, problemas na tireóide, condições para desenvolver atividades diárias, como vestir, comer, higienizar e andar. Cabe ao médico dar atenção e apoio ao paciente, buscando manter sua capacidade funcional, bem como condições emocionais e sociais estáveis.
Hipertensão: A Hipertensão é um das doenças mais comuns da Terceira Idade, população que cresce em ritmo acelerado. É um dos principais fatores de risco para doenças decorrentes de aterosclerose e da trombose, que comprometem os sistemas cardíaco, cerebral, renal e vascular periférico. É responsável por cerca de 30% dos infartos e dos acidentes vasculares cerebrais, está na origem de doenças crônico-degenerativas, que comprometem a qualidade de vida das pessoas, e suas complicações são responsáveis por alta freqüência de internações.
Com o avanço da idade, naturalmente a pressão arterial tende a aumentar e, para fazer o diagnóstico, é preciso levar em considerações as peculiaridades da população idoso. O médico deve verificar a duração da pressão alta, os níveis pressóricos, os sintomas, doenças prévias e concomitantes, fatores de risco e o uso de vários medicamentos ao mesmo tempo. Também é preciso tomar cuidado com possíveis erros: recomenda-se a medição nos dois braços, em duas posições e em todas as consultas. Estima-se que 42% da população idosa sofrem da “hipertensão do avental branco”. Isto significa que, diante do médico, o paciente fica nervoso e a pressão pode subir. Deve-se recorrer ao exame MAPA quando há grandes variações no consultório, diferenças entre o consultório e o domicílio e disfunção autonômica. O tratamento deve começar com medidas não farmacológicas, como dieta saudável, atividade física, fim do tabagismo e abstenção de bebidas alcoólicas. Ao se optar por medicamentos, é preciso tomar cuidado com a polifarmácia, com outras patologias e facilitar a posologia. O ideal é que a hipertensão seja tratada por uma equipe multiprofissional, porém a maioria dos serviços do país não oferece o atendimento completo. Diante disso, o papel do clínico se torna ainda mais importante e abrangente. Cabe a ele oferecer, além do tratamento médico, orientação nutricional e de atividade física, bem como apoio psicológico.
http://www.r2cpress.com.br/node/6164
Dias 13 e 14 de março, em São Paulo (SP)
Nos dias 13 e 14 de março de 2009, no hotel Golden Tulip Paulista Plaza (Al. Santos, 85), das 8 às 18 horas, em São Paulo (SP), a Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica realizará o III Curso de Geriatria para o Clínico, coordenado pelo Dr. Abrão José Cury Jr. Dirigido a profissionais da saúde, em sua maioria médicos clínicos gerais, no curso serão realizadas palestras, conferências e mesas redondas sobre pesquisas, avanços, prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças enfrentadas na Terceira Idade. Alguns temas:
Depressão: Com a idade, a tendência é reduzir a atividade social dos idosos. Isso entristece a pessoa. A família acaba contribuindo para essa situação porque isola o idoso do convívio social e familiar por conta de suas limitações físicas. Além de atividades físicas adequadas à idade, o idoso deve ser estimulado através de exercícios mentais, como conversar, ler e se ocupar. O isolamento do idoso leva à depressão, que leva ao desenvolvimento de doenças, como desnutrição por se alimentar mal, processos infecciosos, desidratação, deterioração orgânica e muscular, acelerando o envelhecimento. Um clínico geral bem preparado é capaz de tratar problemas, como má audição e visão, é capaz de orientar cuidados simples, como os orais que interferem na alimentação, enfim, pode mostrar ao idoso como ser saudável para participar da vida familiar e social.
Síndrome da Fragilidade: O envelhecimento é um processo que pode começar antes dos 60 anos, momento definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como início da Terceira Idade. Diante disso, foi criado o conceito Síndrome da Fragilidade, que consiste na soma de mudanças físicas e psicológicas que comprometem a qualidade de vida e predispõem a pessoa a desenvolver doenças. São marcadores da Síndrome da Fragilidade: dificuldades de recuperação após doença, redução da libido, osteoporose acelerada, redução da força muscular, susceptibilidade a doenças, refluxo gástrico, constipação intestinal, redução da absorção de alimentos e medicamentos, redução do fluxo sanguíneo no fígado, infecções respiratórias, diabetes e doenças cardíacas. Em geral, esses problemas estão associados à incontinência urinária, desnutrição, quedas, imobilidade, uso de vários medicamentos e depressão. As pessoas não devem aceitar as mudanças físicas como inevitáveis e normais, é preciso se preocupar com a qualidade de vida e, principalmente, com a saúde.
Um dos passos importantes é a avaliação nutricional, a prescrição de uma dieta que considere a realidade e as características do paciente. Outro aspecto é a avaliação do médico, que deve considerar a idade do paciente, comprometimento da audição e da visão, doenças pré-existentes, depressão, hospitalização nos últimos meses, capacidade de compreensão, problemas na tireóide, condições para desenvolver atividades diárias, como vestir, comer, higienizar e andar. Cabe ao médico dar atenção e apoio ao paciente, buscando manter sua capacidade funcional, bem como condições emocionais e sociais estáveis.
Hipertensão: A Hipertensão é um das doenças mais comuns da Terceira Idade, população que cresce em ritmo acelerado. É um dos principais fatores de risco para doenças decorrentes de aterosclerose e da trombose, que comprometem os sistemas cardíaco, cerebral, renal e vascular periférico. É responsável por cerca de 30% dos infartos e dos acidentes vasculares cerebrais, está na origem de doenças crônico-degenerativas, que comprometem a qualidade de vida das pessoas, e suas complicações são responsáveis por alta freqüência de internações.
Com o avanço da idade, naturalmente a pressão arterial tende a aumentar e, para fazer o diagnóstico, é preciso levar em considerações as peculiaridades da população idoso. O médico deve verificar a duração da pressão alta, os níveis pressóricos, os sintomas, doenças prévias e concomitantes, fatores de risco e o uso de vários medicamentos ao mesmo tempo. Também é preciso tomar cuidado com possíveis erros: recomenda-se a medição nos dois braços, em duas posições e em todas as consultas. Estima-se que 42% da população idosa sofrem da “hipertensão do avental branco”. Isto significa que, diante do médico, o paciente fica nervoso e a pressão pode subir. Deve-se recorrer ao exame MAPA quando há grandes variações no consultório, diferenças entre o consultório e o domicílio e disfunção autonômica. O tratamento deve começar com medidas não farmacológicas, como dieta saudável, atividade física, fim do tabagismo e abstenção de bebidas alcoólicas. Ao se optar por medicamentos, é preciso tomar cuidado com a polifarmácia, com outras patologias e facilitar a posologia. O ideal é que a hipertensão seja tratada por uma equipe multiprofissional, porém a maioria dos serviços do país não oferece o atendimento completo. Diante disso, o papel do clínico se torna ainda mais importante e abrangente. Cabe a ele oferecer, além do tratamento médico, orientação nutricional e de atividade física, bem como apoio psicológico.
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Saúde
Idosos serão vacinados contra a gripe em Dourados
Terça-Feira, 14 de Abril de 2009 | 16:52
Na próxima semana, começa em Dourados a vacinação de combate a gripe entre a população da terceira idade. A ação de prevenção e imunização faz parte da campanha nacional que envolve todas as unidades de saúde do país, além dos postos volantes que também vão oferecer a vacina.
A campanha organizada pelo Ministério da Saúde em parceria com os municípios será lançada em Dourados no dia 24 de abril no Centro de Convivência do Idoso, no Jardim Água Boa e deve se estender até o dia 8 de maio. As doses da vacina contra a gripe vão estar disponíveis em todas as Unidades de Saúde Básica e também no Pronto Atendimento Médico (PAM).
No dia 25 de abril (sábado) será realizado no município o chamado dia “D” de combate a gripe com o funcionamento o dia todo de todos os postos de saúde, inclusive o Tipo A na área central, e também postos itinerantes de aplicação da vacina como no Parque dos Ipês. A previsão da Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações é de que no município sejam vacinados 12.820 idosos acima de 60 anos.
Segundo o gerente de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Sandro Menezes, a campanha que acontece anualmente em todo o país, tem o objetivo de garantir imunização á população da terceira idade que está mais suscetível aos problemas de saúde. Sandro disse que até pela baixa resistência do organismo, os idosos costumam contrair com facilidade a gripe e que até pela idade, o quadro clínico que parece simples pode se complicar.
O gerente de imunização informou ainda que com a campanha de vacinação contra a gripe, o país tem conseguido reduzir os índices de mortalidade entre os idosos e baixar consideravelmente o número de internações nesta faixa etária. “O idoso é mais vulnerável e apresenta maior risco de adoecer e morrer em decorrência de algumas doenças que podem ser prevenidas como é o caso da gripe, além da pneumonia”, explicou.
Além da campanha, os profissionais de saúde de Dourados orientam os idosos para que fiquem em alerta a qualquer sintoma da gripe como: febre, calafrios, dores de cabeça, mal estar, rinite, congestão nasal, coriza e faringite. De acordo com Menezes, estes sinais geralmente aparecem nos primeiros três a quatro dias e se não forem tratados logo, podem agravar ainda mais o quadro.
“Não é só o risco da piora no quadro clínico do paciente. Uma vez contaminado, ele é capaz de transmitir o vírus dois dias antes dos sintomas aparecerem ou até sete dias após a doença instalada”, acrescentou.
Fonte: Folha de Dourados
http://www.folhadedourados.com.br/view.php?cod=34323
Na próxima semana, começa em Dourados a vacinação de combate a gripe entre a população da terceira idade. A ação de prevenção e imunização faz parte da campanha nacional que envolve todas as unidades de saúde do país, além dos postos volantes que também vão oferecer a vacina.
A campanha organizada pelo Ministério da Saúde em parceria com os municípios será lançada em Dourados no dia 24 de abril no Centro de Convivência do Idoso, no Jardim Água Boa e deve se estender até o dia 8 de maio. As doses da vacina contra a gripe vão estar disponíveis em todas as Unidades de Saúde Básica e também no Pronto Atendimento Médico (PAM).
No dia 25 de abril (sábado) será realizado no município o chamado dia “D” de combate a gripe com o funcionamento o dia todo de todos os postos de saúde, inclusive o Tipo A na área central, e também postos itinerantes de aplicação da vacina como no Parque dos Ipês. A previsão da Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações é de que no município sejam vacinados 12.820 idosos acima de 60 anos.
Segundo o gerente de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Sandro Menezes, a campanha que acontece anualmente em todo o país, tem o objetivo de garantir imunização á população da terceira idade que está mais suscetível aos problemas de saúde. Sandro disse que até pela baixa resistência do organismo, os idosos costumam contrair com facilidade a gripe e que até pela idade, o quadro clínico que parece simples pode se complicar.
O gerente de imunização informou ainda que com a campanha de vacinação contra a gripe, o país tem conseguido reduzir os índices de mortalidade entre os idosos e baixar consideravelmente o número de internações nesta faixa etária. “O idoso é mais vulnerável e apresenta maior risco de adoecer e morrer em decorrência de algumas doenças que podem ser prevenidas como é o caso da gripe, além da pneumonia”, explicou.
Além da campanha, os profissionais de saúde de Dourados orientam os idosos para que fiquem em alerta a qualquer sintoma da gripe como: febre, calafrios, dores de cabeça, mal estar, rinite, congestão nasal, coriza e faringite. De acordo com Menezes, estes sinais geralmente aparecem nos primeiros três a quatro dias e se não forem tratados logo, podem agravar ainda mais o quadro.
“Não é só o risco da piora no quadro clínico do paciente. Uma vez contaminado, ele é capaz de transmitir o vírus dois dias antes dos sintomas aparecerem ou até sete dias após a doença instalada”, acrescentou.
Fonte: Folha de Dourados
http://www.folhadedourados.com.br/view.php?cod=34323
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